RENOVAR O 25 DE NOVEMBRO: SIM OU NÃO?


O 25 de novembro. A maioria das pessoas não sabe o que é, principalmente os mais jovens. Mas o que é o 25 de novembro? E porque é tão importante falar nele? Assim para se falar do 25 de novembro temos que falar do 25 de abril de 1974.

Com o Movimento das Forças Armadas (MFA) temos a revolução de 25 de abril de 1974. Este movimento põe fim à ditadura vigente em Portugal. Todos nós sabemos isso. A facilidade com que os militares do MFA fazem o golpe, denuncia um regime mais fragilizado do que o que aparentava. Após este golpe aparece um vazio de poder, cujo Conselho da Revolução (CR) tenta preencher. Ora, por essa altura, o único partido organizado era o Partido Comunista Português (PCP). Assim, desta forma, sem que alguém pudesse fazer frente ao PCP e à extrema esquerda, estes passam tomar conta de Portugal. Apoderam-se de fábricas, expropriam terras, chegando inclusivamente a deter pessoas ligadas, ou alegadamente ligadas, ao antigo regime. Durante esta apropriação, as autoridades mostram-se impotentes (ou não) para contrariar este domínio. Depois das eleições de 25 de abril de 1975, nas quais o PCP tem cerca de 12% dos votos, o CR começa a fazer a transição para as autoridades eleitas. Começam a destituir os militares conotados com a esquerda e extrema esquerda. São feitos cortes de estrada, cerco à Assembleia da Republica e levantamento militar para dar apoio a esses elementos, tidos como chaves para a implementação de um regime de esquerda. Em 25 de novembro de 1975, militares afetos às forças de esquerda tomam varias unidades militares, prendem altos dirigentes da republica. Como resposta, desencadeia-se um movimento militar que visa acabar com esta insurreição. É decretado o Estado de Sítio e é lançado o assalto ás Unidades revoltosas. Morrem 3 militares nessa ação. Desta ação surgem dois nomes: Jaime Neves e Ramalho Eanes. Este ultimo com uma ação extremamente importante na negociação da rendição dos revoltosos. No seguimento, após a prisão de varias pessoas (militares e civis), o regime democrático entra lentamente num período de acalmia, permitindo a consolidação da democracia. No período pôs revolução, vários dirigentes políticos (Sá Carneiro, Mário Soares principalmente) acusam o PCP e a esquerda radical de terem planeado a tentativa de golpe. Finalmente o PCP, em dezembro, na figura de Álvaro Cunhal, na altura o seu dirigente máximo, assume a derrota da esquerda revolucionaria. Desta forma foi o 25 de novembro de 1975 que nos deu as bases para a democracia em que vivemos hoje.

Mas porque é que temos que renovar o 25 de novembro? Muito simples: assim como naquela altura a esquerda domina o nosso país. Em 1975, este domínio era feito pelas armas, pelos assaltos, pela intimidação. Hoje, este domínio é diferente, mais refinado. Um controlo de opinião, uma imposição de ideias, o chamado politicamente correto. Um discurso de ódio disfarçado de racismo, um ataque a todas as instituições que possam por em causa o poder desta mesma esquerda. A família tornou-se o alvo preferido destes opinion makers da praça. As figuras de autoridade são sistematicamente enxovalhadas, onde o desrespeito às forcas de segurança tem o expoente máximo. Apelam aos direitos das minorias, impondo valores à maioria que são contrários aos nossos costumes. Fazem manifestações sobre acontecimentos ocorridos noutros países, mas em relação aos mesmos acontecimentos em Portugal, nada dizem ou fazem. Fazem congressos, em plena época de pandemia, com o pretexto de serem direitos políticos.

Face a isto tudo é urgente dizer alto e a bom som que estamos fartos. Fartos de nos dizerem o que fazer de acordo com ideais que nada têm haver connosco. Fartos de existirem pessoas que nos digam 'faz o que digo e não o que faço'. Afirmar que são contra os ricos e poderosos e terem um património enorme (de onde vem esse património?). Tal como naquela altura tem que surgir um 25 de novembro. Sim, um 25 de novembro para pôr cobro aos exageros da esquerda, que, tal como naquela altura, julga que é a dona disto tudo e está acima da lei. Só assim Portugal sairá do marasmo, só assim a nossa jovem democracia irá amadurecer e se consolidar. Uma democracia onde os nossos filhos tenham orgulho em dizer que são portugueses.


VBrandinho

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