"Portugal não pode esperar mais" entrevista a Luc Mombito


Olá Luc fale-nos um pouco de si?

Sou de origem congolesa, 38 anos, em Portugal desde 1994. Filho de um ex-diplomata congolês.

Quando conheceu André Ventura? E em que circunstâncias?

Conheci o Dr. André Ventura no seminário diocesano do Patriarcado de Lisboa “Nossa Senhora da Graça” - Penafirme, Torres Vedras, há 20 anos, tendo sido colegas de Curso (12º ano).


Quando surgiu a ideia de criar o partido CHEGA, o André Ventura partilhou consigo esse desígnio? Qual foi a sua reacção imediata?

Foi quase sem surpresa que soube da ideia de o Dr. André Ventura trilhar o seu próprio caminho depois de ter saído do PSD, porque Portugal não podia, nem pode agora esperar mais por uma nova perspectiva de vida, bem melhor que que tem.

Até ao aparecimento do partido CHEGA qual era a sua opinião do estado da Direita em Portugal?

Até ao aparecimento do CHEGA a Direita estava inerte, inexistente e com uma crise de identidade política própria. São vicissitudes de um regime com mais de quatro décadas.


O que diferencia o CHEGA doutros partidos de Direita?

Não considerando que existam outros partidos activos no sistema assumidamente de direita com credibilidade e perspectiva de futuro, a diferença que o Partido CHEGA traz é desde logo o compromisso com a vida concreta das famílias, dos empresários, das forças de segurança, por uma

Política migratória controlada e apertada, mas igualmente uma oposição assumida face à ideologia do género imposta pela extrema esquerda e o Partido Socialista, com a conivência do Centro-direita.


Como soube e o que sentiu quando o ficou a saber da inscrição do CHEGA no Tribunal Constitucional?

A Inscrição do Partido no TC, apesar dos atropelos por que passou, difundiu um momento de viragem histórica para todos nós. Era inevitável porque o “movimento” dos descontentes com este regime já vinha com alguma força. Foi o vislumbrar da luz ao fundo do túnel. 


São atribuídos alguns rótulos negativos ao partido associados sobretudo ao “Racismo” e à “Xenofobia”. Como cidadão luso-congolês sente-se incomodado com esses rótulos?

Pessoalmente , e como simples militante de base do Partido CHEGA, penso que essa narrativa é mais um preconceito da esquerda, especialmente alimentada pela extrema esquerda, mais precisamente pelo Bloco.


O que faria o Luc para desmistificar “medos”, “receios” em relação ao partido CHEGA e até mesmo para captar novos militantes e quadros?

Todos os militantes do CHEGA acabam por ser testemunhos de certa forma daquilo que o partido representa. Deste modo, é nas intervenções e reflexões sobre a vida política do país que cada um acaba por ser um eco do que se defende. O Partido tem ainda pouco tempo de vida, e aos poucos se vai firmando internamente e a nível nacional. No entanto, é de sublinhar a adesão diária de muitos novos militantes.


Algumas pessoas que apoiam o CHEGA apontam algumas lacunas em relação ao tema da LUSOFONIA, concorda?

Só pode falar em “lacunas” acerca da Lusofonia quem nem se deu ao trabalho de ler o Programa político do CHEGA, pois é uma das variáveis da política externa pentapolar do Partido, onde são considerados também os seguintes espaços: mediterrânico, atlântico, europeu e ideológico. 


O que pensa da EU? Concorda com a criação um “Espaço Lusófono” ou outra com características semelhantes à UE, de livre circulação de pessoas, bens, serviços e até mesmo uma moeda única?

Já não é surpresa para ninguém que a UE tem vindo a enfraquecer a sua posição e projecção desde o Brexit, para não falar da vergonhosa inércia no início da presente crise causada pela pandemia do Covid 19. A política europeia necessita urgentemente de reformas e estas terão de reconsiderar o problema da soberania das nações.

É certamente um tema que tem sido adiado, talvez pela ilusão dos fundos comunitários que nem sempre chegam aos mais afectados, nomeadamente as famílias, pequenas e médias empresas. 

O espaço lusófono conta, na verdade, com uma perspectiva muito ousada, na medida em que seria muito relevante em caso de colapso da UE nos planos político, económico e cultural. Aconselho vivamente a leitora do Programa do Partido CHEGA nesse sentido.


Com a aproximação de actos eleitorais, nomeadamente das presidenciais, que conselhos daria a André Ventura para conseguir captar o voto do eleitorado e até mesmo a adesão das comunidades africanas e das novas gerações que nasceram em Portugal?

É sabida a forma como a esquerda gosta de alienar as comunidades (minorias) e fala sempre em raças para dividir e reinar. Será certamente um desafio a ter em conta nesta longa caminhada que o Partido tem pela frente. Não sendo um partido de índole racista, e rejeitando toda discriminação racial , o CHEGA falará sempre a verdade das coisas, sem ambiguidades, como avalia que o tem feito, e julgo que os cidadãos, independentemente das origens entenderão a mensagem a seu tempo. 


Se o Luc em campanha eleitoral surgir ao lado de André Ventura e se tiver a oportunidade de intervir junto do público num breve de discurso o que diria?

Eu como todos os outros militantes de base estamos empenhados, cada um nas suas possibilidades e canais de comunicação em fazer passar a mensagem do partido e do seu líder. O esforço é colectivo, e mesmo com as intempéries da comunicação social, vamos conseguindo.


E para finalizar, que mensagem pode o Luc dar a todos os que leram esta entrevista?

Estou convencido de que já vivemos tempos decadentes e que, de facto, o único capaz de espoletar uma mudança para outros ventos dá-se pelo nome de André Ventura , com a força de que o Partido Chega tem tido. 

Negar isto é mandar-se a si próprio areia para os olhos.

Aos aziados e ressabiados desta vida, que teimam em não enxergar esta realidade tão óbvia, desejo umas rápidas melhoras. 

O que sei também, é que Portugal não pode esperar mais.


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