• Augusto Damásio

Os Engenheiros do Racismo

O racismo é um flagelo social que vitimou e continua a vitimar pessoas em todo o mundo. Herdado ou não do passado, a verdade é que hoje passados vários séculos do expansionismo Europeu sobre o mundo e tudo o que de bom ou mau isso nos trouxe até aos dias de hoje, este tema continuará a ser abordado em todas as sociedades, porque infelizmente ele existe. Só a partir de 1955 com a realização da Conferência de Bandungue, um importantíssimo marco histórico, se começa a lançar as sementes para o fim do colonialismo e neocolonialismo sobretudo das superpotências mundiais, começaram a surgir também os primeiros movimentos dos direitos cívicos que trouxeram o problema racial para as ruas e para o debate político. Martin Luther King Jr. será talvez o rosto mais conhecido nessa luta.

Passado mais de meio século, coloca-se a pergunta: "Existe efectivamente racismo estrutural nas sociedades?"

A resposta é Não, não existe! Existe sim, um racismo pontual ou promovido por algumas organizações que por razões opostas insistem em manter este assunto vivo nas sociedades. Se por vezes nos deparamos no nosso quotidiano com casos pontuais de racismo, esse poderá ser facilmente identificado e neutralizado pela sociedade através da Justiça que terá sempre um papel fulcral no que respeita há conduta dessas pessoas. Depois temos grupos organizados com cariz político de Esquerda e da Direita, que se aproveitam do racismo mas que por razões diferentes também não têm interesse em acabar com o flagelo. Nos grupos da Direita o racismo é a consequência da ideologia vincada pela supremacia étnica-nativa e cultural, o perigo da descaracterização identitária das sociedades. Nos grupos da Esquerda o racismo é também alimentado mas no sentido oposto, ou seja é gerido de forma a que não acabe, procurando encontrar-se qualquer argumento ou acontecimento mesmo que sem fundamento racial para explorar o assunto, sem nexo causa-efeito, a promoção da vitimização acaba sempre por ser o processo mais eficaz na propaganda e expansão destes grupos, mais se capitaliza em termos políticos e ideológicos permitindo garantir a sustentabilidade da "Luta", até porque é assim que a esquerda funciona e sempre funcionou na sua génese: "Dividir para Reinar!"

Vou usar as palavras de um actor que admiro muito: Morgan Freeman, numa entrevista ao programa 60 minutos disse o seguinte: "para o racismo deixar de existir é só parar de falar sobre isso".

Morgan Freeman: " Eu vou deixar de lhe chamar branco e você vai deixar de me chamar preto. Eu vou tratá-lo pelo seu nome e você pelo meu."

Eu não diria melhor que este Excelente Actor!





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