LIBERDADE

"Liberdade. Uma palavra. Um conceito. Ao longo dos tempos foi muito usada. O período onde se deu maior enfâse à palavra foi no decorrer da Revolução Francesa. “LIBERDADE, Igualdade, fraternidade” foram as palavras de ordem dos revoltosos. Mais recentemente em Portugal no decurso da Revolução dos Cravos, 25 de Abril, gritou-se e muito a palavra LIBERDADE. Segundo o dicionário português LIBERDADE é o “direito de um individuo proceder conforme lhe pareça, desde que esse direito não vá contra o direito de outrem esteja dentro dos limites da lei” ("liberdade", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021). Também temos vários tipos de liberdade. LIBERDADE de imprensa, LIBERDADE de expressão, LIBERDADE de pensamento… Mas porquê falar em LIBERDADE?

Estão recentes as eleições presidenciais no nosso país. Concorreram a essas eleições vários candidatos dos vários quadrantes políticos e independentes. A campanha eleitoral decorreu com debates, ataques, contra-ataques com os argumentos e as táticas que foram permitidas pela pandemia que infelizmente esta a assolar o nosso país. Noite eleitoral. Saem os resultados e como o vencedor das eleições estava mais do que definido a preocupação foi falar dos derrotados. Resultado foi feito um ataque sem precedentes aos votantes de um dos candidatos. Cerca de 500 mil pessoas votaram no candidato André Ventura. Qual a escolaridade, de onde eram, o que faziam tudo servia para rebaixar este número muito grande de uma facha da população portuguesa. Mas o que é que estas pessoas fizeram de tão errado para alguns comentadores os tratarem tão mal? Fizeram uma escolha. Utilizaram a LIBERDADE constitucional de votarem em quem eles quiseram. Então o porquê deste ataque? Eu não estou a defender se bem ou se mal. Aquilo que as pessoas fizeram foi utilizar algo que supostamente existe em Portugal: LIBERDADE de escolha.

Em Portugal começam a aparecer ideias contrárias à LIBERDADE. Já não podemos votar em quem queremos porque somos apelidados disto e daquilo. Já não podemos dizer o que pensamos porque ofendemos este e aquele. Já não podemos confrontar o governo, um governo eleito para nos servir, porque não esta correto. Alguma coisa está errada. Então não vivemos numa democracia? Então os valores de Abril? Onde andam? Ou só se utilizam para quando dá jeito? Começo a ficar preocupado quando começo a ouvir que sou obrigado ou proibido a fazer algo. Nessa altura pergunto porquê. Sou obrigado a usar máscara. Porquê pergunto eu. Para bem da saúde pública. Ok. Critico o governo. Não podemos criticar o governo. Porquê pergunto eu. Não é patriótico. Mas as coisas estão a correr mal. Pois, mas não se pode. Estão a brincar comigo? Estes exemplos são aquilo que está a acontecer no nosso país.

Não estou a atacar ninguém em particular, mas estou a atacar quem me quer tirar a minha liberdade. Estou a atacar uma cambada de indivíduos que se acham melhor do que eu, que acham que devem impor aquilo que penso e faço. Estou a atacar quem no exercício dos seus deveres de governantes acham que não devem ser escrutinados. Estes principalmente estão no poder para governar o nosso destino. Como cidadãos temos o direito e o dever de, tanto os aplaudir quando fazem um bom trabalho como os criticar e exigir mudanças quando fazem asneiras. Ataco quem com a arrogância acha-se melhor do que eu e quer pensar por mim.

Estou a começar a ficar cansado de lutar pela minha LIBERDADE. Com o pretexto da pandemia tiraram-me a LIBERDADE de movimentos. Aceito. Mas tenham contenção e pensem no que estão a fazer. Estão a entrar no meu espaço. E isso é mau porque se existe coisa que a história nos ensina é que homens e mulheres sem LIBERDADE tendem a fazer algo violento. VIVA A LIBERDADE! NÃO SE METAM COM A MINHA LIBERDADE."

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