Direita volver camaradas! uma entrevista por Dawn Abrantes

Num momento conturbado para o PCP em que os interesses do partido se sobrepõem à voz do POVO, e neste dia em que arranca mais uma edição da Festa do Avante, em plena Pandemia, procurámos pessoas que abandonaram o PCP e sobretudo as razões para esse afastamento. De entre muitas que estiveram ligadas ao PCP durante décadas foi-nos possível entrevistar António Neves.

António Neves é ex-membro do partido comunista e apoiante do partido CHEGA desde que o partido foi fundado. Uma breve entrevista que nos dá uma ideia do porquê dessa mudança de ideais tão antagónicos.


1- Quando é que entrou no PCP?

Entrei no PCP em 1977, ano em que me afiliei ao partido.


2- O que o levou a entrar no partido?

Naquela época era o que se vivia de mais emocionante, e entrei por iniciativa própria.


3- Teve participação activa nos eventos e manifestações?

Sim, participei em todos os 1º de Maio, Festas do Avante, fazia as colagens de propaganda eleitoral, reuniões de núcleo da minha região de Olival de Basto, e em reuniões do Comité Central.


4- Teve oportunidade de conhecer Álvaro Cunhal?

Sim, vi-o pela primeira vez em Santa Apolónia na recepção quando chegou a portugal logo após o 25 de Abril. E depois nas reuniões do Comité Central.


5- Na sua opinião o que acha que diria Álvaro Cunhal se visse o PCP no rumo actual de conluio com o PS?

Seria impensável, pela ideologia politicas de Álvaro Cunhal, haver qualquer acordo com o PS para coligações ou acordos governamentais.


6- Que razões o levaram a sair do PCP? Acha que o PCP terá o mesmo destino que o Partido Comunista Francês, que praticamente desapareceu?

Saí do PCP por um motivo, incoerências com os ideais comunistas. Talvez sim se "apague", pelas coligações e acordos que tem feito, vai perdendo cada vez mais a força.


7- O que o levou a aderir ao partido Chega, uma mudança da esquerda para a direita?

O patriotismo. Defender a pátria, a sua identidade e suas causas. O facto de querer condenar severamente crimes hediondos, acabar com a corrupção, acabar com os subsídios de quem nada produz. De pretender rever a politica de apoio a refugiados e também por ser contra a contratação de ex-políticos para empresas privadas, sem respeitar os anos de rescaldo ou seja, todo o tipo de corrupção.


8- O que pensa de André Ventura?

O único politico preparado que entende de ciências politicas, um dos factores entre outros, para ser um bom governante. Admiro-o, e vejo a convicção de como ele diz e vê as coisas, podendo tornar as soluções reais.


9- Quais são as suas perspectivas para o partido Chega nas próximas eleições?

Seguramente ganhará as legislativas, sim. Estou em dúvida com as presidenciais, embora quisesse muito que ele as ganhasse.


10- Conseguirá André Ventura, nas presidenciais forçar uma segunda volta com Marcelo Rebelo de Sousa?

Sim, se ele tiver o tempo de antena suficiente e fizer uma boa divulgação.


11- Para terminar, acredita que o partido Chega pode tornar-se o maior partido de oposição de direita em Portugal? Que acha que vai mudar com o partido Chega?

O partido Chega já é o maior partido de oposição de direita. O partido Chega vai trazer grande mudança nas mentalidades e renovar ideias.

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